terça-feira, 10 de novembro de 2009

alcançar algo (in)alcançável

Um dia não são dias e existem angústias que permanecem em ficar, dentro ou fora, o seu sentido é sempre magoar. Os pequenos gestos, são aqueles que o ser humano sem dar conta executa, mas ao mesmo tempo contesta e faz da vida um ciclo... onde giram problemas, qualidades, defeitos, virtudes, vitórias - ou por outra, chamemos-lhe fases.

Mas... e a felicidade?
Cabe a cada um de nós construí-la.

Mas... como?
Não sei, ajuda-me!!!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

(a dor) de pensar

Quantas e quantas vezes a vida prega partidas?
Dado que as horas passam o sol desaparece, e aquela alma entristece; a vida pára para um ser, como se um belo pássaro não podesse voar.
No meio de uma chuva imensa, a luz do olhar por mais que queira fundir, teima em permanecer e quer fazer parte de um novo caminho, um novo rumo a seguir. Aos poucos, a tranquilidade fica instalada, a tristeza enclausurada e a felicidade persiste em ficar...

... porém, a chuva lá fora caí... para que naquela face corram as lágrimas que a mais bela núvem chora.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O pensamento de quem sofre (u)

O mar tranquilizava, a minha luz no teu olhar desesperava. Onde estaria quem um dia eu procurei?

Pensei que o mundo tivesse mil cores, e que fosse justo; aos poucos apercebi-me da injustiça que este me trouxera. Continuei a caminhada da vida… perdi gentes, conheci amigos. Aos poucos acostumei-me ao meu mundo mas, a dada altura senti que estava a ir por um caminho que era só meu e que só eu conseguiria torná-lo perfeito. Rebaixei-me! Senti-me inútil! Desiludi-me! Quis desistir! Na verdade, percebi que não era assim tão fraco e desatei as mãos, enfrentei o mundo. Perdi o medo… e hoje? Hoje sou como uma núvem… mostro pouco de mim, mas quando me mostro… acabo por ser ‘aquela tempestade’.
Custa-me olhar ao espelho e dizer que valho muito, porque será? Já sei! Enveredei por opiniões que se diziam certeiras, e acabei por perceber que valho mais do que isso e que, nesse mesmo espelho… os olhos vêem aquilo que querem. Ora sou bonito, ora sou feio.
No fundo, o meu coração tem mil cores. Hoje encontro muita doçura, amanhã encontrarei dissabores.
E sempre que me olhar ao espelho, com olhos realistas, perceberei que por fora valho muito, por dentro valho ainda mais.
Sofri e não tenho vergonha de admitir. Hoje sou feliz, tenho a meu lado quem me faz feliz e aos poucos vou construindo a minha felicidade. E o meu coração só me diz ‘olhos que não vêem, coração que não sente…’

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Um anjo na minha vida

Quando perguntei ao tempo: porque houve um tempo em que te amei?
O tempo respondeu que houve um tempo em que por ti lutei...

Descobri o mundo de uma forma clara, contigo, ouvi o respirar da nossa paixão e sentimos o bater do nosso coração por vivermos algo que nunca pensei viver, e contigo fui feliz nas asas de um anjo.
Pedi que me deixassem sonhar e encostar a minha cabeça no ombro de um ser que transmite calma, e a força e o carinho do teu abraço deixaram ternura e a vontade de vencer. Outro anjo apareceu no nosso caminho e roubou-me a paz que tinha com o teu coração; não quero, nem peço que abandones o tal anjo, mas peço que mergulhes comigo e passes ao lado da vida para sentirmos o nosso último abraço porque todos os olhares são ternos, e não... não estou chateado, apenas triste por não te ter e, por juntos, não podermos formar um único anjo.

domingo, 9 de novembro de 2008

obrigado a desgostar

Há certas coisas que eu não entendo.
Gosto de gostar, sentir e amar… dou tudo e fico sem nada.

Fizeste parte dos meus planos, eras uma ‘peça’ essencial na minha vida. Eu sentia que sem ti não era capaz de viver ou pelo menos sobreviver a todo o mal que a vida nos trás.
Quando entraste na minha vida, que era cheia de altos e baixos, fizeste-me ver que a vida fazia sentido e que contigo iria descobrir isso. Vivi tempos e sonhos que nunca pensei viver. Hoje?
Hoje limito-me a recordar tudo aquilo que vivi contigo, e todos os momentos em que posso dizer que fui realmente feliz.

Lembro-me perfeitamente daqueles abraços, das nossas brincadeiras, das nossas discussões… e o nosso primeiro beijo. Quando te mostrei o meu sítio preferido, adoraste e fizeste questão de me mostrar a paisagem, a calma e tranquilidade que o teu lugar ideal faz sentir a cada pessoa que por ali passa. Nesse mesmo local, brincamos, rimos e no meio de uma pequena brincadeira senti a tua respiração junto a mim e nada podemos evitar…
Ver-te de novo significou o reviver de tudo aquilo que passei contigo. O mar que nos espreitou, a falésia que nos acarinhou… ai, que saudades!

Não te peço que voltes para ficar, peço que voltes para te dar um último abraço e agradecer-te pelos momentos de felicidade que me proporcionaste e por teres estado comigo naquele tempo tão especial.

“tudo o que é nosso, por muito que se afaste, mais tarde ou mais cedo, voltará